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Fev 20 2015

Brasil alinhava proposta automotiva para o México

  •  Sexta, 20 de Fevereiro de 2015.

A proposta brasileira para a renovação do acordo comercial no setor automotivo entre Brasil e México deverá ser concluída momentos antes da primeira rodada de negociações entre os governos marcada para a tarde de hoje. Ontem, 19, o Ministério do Desenvolvimento ainda recebia as últimas informações das montadoras nacionais para que pudesse fechar uma posição unificada que será apresentada aos mexicanos.

"O governo ainda vai se reunir amanhã [hoje] para fechar a posição. Então, vamos saber exatamente qual é o caminho que vamos adotar para levar a frente as negociações", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, após reunião com o governo brasileiro.

As montadoras nacionais e o governo brasileiro divergiram sobre os critérios de renovar o acordo bilateral. Nos moldes atuais, há a imposição do sistema de cotas de importação de veículos mexicanos como forma de minimizar o déficit na balança comercial do Brasil. Embora o governo defenda a manutenção dos termos atuais do acordo, a Anfavea pleiteia a retomada do livre comércio que também é reivindicado pelo México.

Em vigor desde 2012, as cotas limitaram a exportação de veículos mexicanos ao Brasil sem a cobrança de tarifas de importação ao valor de até US$ 1,640 bilhão em 2014. O que excede esse valor é submetido ao pagamento da alíquota de 35%.

Ao sair da reunião com o governo, o presidente da Anfavea admitiu que tem defendido o livre comércio na região junto às associações de montadoras desses países. "Em novembro, estivemos junto com a Amia (México) e a Adefa (Argentina). Dissemos a eles que o livre mercado seria melhor, porém sabíamos que provavelmente esse não era o entendimento do governo brasileiro e precisaríamos checar qual seria o posicionamento final", disse.


Moan informou que está acertado com o governo que, ao concluir as negociações com o México, serão retomadas imediatamente as tratativas para discutir a renovação do acordo com a Argentina, em vigor até 30 de junho de 2015.

Fonte: Valor Econômico – Brasil