SINCODIV/SE - Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veîculos do Estado de Sergipe.

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Set 22 2014

Híbrido ganha incentivo para ser nacional

  •  Segunda, 22 de Setembro de 2014.

O governo liberou os primeiros incentivos à montagem nacional de veículos com propulsão alternativa ao cortar o imposto de importação dos carros híbridos, cuja tecnologia combina um motor tradicional a combustão interna com outro elétrico.

Fabricantes que trouxerem os conjuntos de componentes desses automóveis para serem montados no Brasil estarão - no caso dos modelos mais eficientes - isentos de pagar a alíquota de 35% do imposto de importação. O estímulo foi aprovado na quinta-feira, 18, pelo conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Nos processos industriais beneficiados, conhecidos como CKD - ou SKD, quando até a carroceria do carro já vem armada -, conteúdo e tecnologia continuam sendo importados, mas a vantagem é ter os automóveis montados por mão de obra brasileira e em instalações locais. É um primeiro passo dado pelo país rumo à nacionalização das novas tecnologias de propulsão. O governo diz que o objetivo é contribuir para a qualificação de mão de obra e incentivar o desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais.

O corte no imposto de importação foi anunciado pela Camex como parte das medidas necessárias para não apenas desenvolver o mercado dos chamados "carros verdes" - cujas vendas no Brasil não devem passar das mil unidades neste ano -, mas para também atrair investimentos na produção nacional desses veículos. A Toyota, por exemplo, já havia manifestado o plano de produzir o híbrido Prius no país, mas vinha cobrando incentivos tributários para levar o projeto adiante.

O estímulo veio em resolução da Camex que incluiu carros híbridos na lista de produtos beneficiados por redução no imposto de importação, os chamados ex-tarifários. A alíquota do tributo na importação desses carros, quando chegam completamente montados ao país, caiu de 35% para percentuais de 2%, 4% e 7%. Para os automóveis que serão montados no Brasil - em regime de CKD ou SKD - as alíquotas caem ainda mais: zero, 2% e 5%.

As alíquotas variam de acordo com a eficiência energética dos veículos. Quanto mais econômico for o carro, menor será o imposto pago. No caso do Prius, da Toyota, o modelo passa agora a pagar 4% de imposto de importação, mas esse percentual pode cair para zero se a empresa decidir montá-lo no Brasil.

Fonte: Valor Econômico – Empresas