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Dez 28 2012

Fim gradual da redução do IPI deve derrubar as vendas em 2013

  •  Sexta, 28 de Dezembro de 2012.

Em dezembro de 2008, um Gol básico novo quatro portas e motor 1.0 custava R$ 32 mil. Em outubro deste ano o preço do mesmo veículo estava em R$ 28 mil. Mesmo que possa também ser atribuída a outros fatores, como aperto da concorrência ou ganho de produtividade, a diferença de quase R$ 4 mil (sem considerar a inflação do período) não seria possível sem a redução do IPI.

O tempo mostrou que os efeitos do instrumento usado para socorrer as montadoras no mercado interno sempre foram imediatos, como se o mercado ganhasse musculatura a cada aplicação de nova dose desse "anabolizante". Agora que o governo anuncia a recomposição gradual do tributo, nos próximos seis meses, o setor prevê que sem tal vitamina as vendas em 2013 serão mais fracas.

O reflexo da redução do IPI no aumento de vendas foi ainda mais nítido no segmento de modelos básicos, contemplado, em boa parte das vezes, pela isenção desse imposto.

Reduzir o IPI foi a solução encontrada pelo governo em 2012, quando o mercado interno começou a dar sinais de desaquecimento. Paralelamente, as taxas de juros também começaram a recuar, o que facilitou as vendas financiadas. O benefício teria validade até agosto. Foi, no entanto, renovado duas vezes.

"Teríamos amargado um ano muito difícil, como o resto da indústria de transformação, não fosse o IPI reduzido", destaca Flávio Meneghetti, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave).

Meneghetti diz que, ao perceber que o governo estava mesmo disposto a desta vez não mais prorrogar a redução do IPI, a direção da Fenabrave pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a volta do tributo fosse feita de forma gradual. "O mercado pararia se os preços subissem de uma vez logo no início do ano quando as vendas costumam ser fracas por efeito de dívidas de férias e início de gastos com vários tributos e escolas."

No caso do carro com motor 1.0, o imposto sobe de zero para 2,0% em janeiro, 3,5% em abril e para os 7% originais em julho. Para Meneghetti, 2013 será um ano difícil, com muitas promoções nas concessionárias e muita concorrência, principalmente em razão da chegada de novas marcas.

Fonte: Valor Econômico