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Ago 29 2017

Veículos, em alta, puxam produção de aço

  •  Terça, 29 de Agosto de 2017.

A produção de aço, no Brasil, nos sete meses do ano, apresentou alta de 11,28% na comparação com o volume saído das siderúrgicas no mesmo período de 2016. Segundo dados da Worldsteel, até julho foram beneficiadas 19 milhões 555 mil toneladas no País, ante 17 milhões 572 mil no ano passado. Com esse nível, o Brasil segue como o oitavo produtor mundial.

O desempenho dessa indústria no período é atribuído, também, ao aumento da produção de veículos.

Revista a projeção de crescimento da produção de veículos pela Anfavea, para 21,5% — no início do ano os cálculos indicavam um cenário de alta de 11,9% —, as demandas recordes das exportações e retomada das vendas no mercado interno demonstraram que há apetite no setor automotivo por mais aço plano, seu principal insumo ao lado das resinas termoplásticas.

Para Rene Martinez, especialista da Ernst & Young para o segmento de veículos, a necessidade de aço por parte das fabricantes de veículos e de autopeças servirá para ocupar a capacidade ociosa das usinas siderúrgicas, que têm operado abaixo da capacidade nos principais produtores globais:

"A recuperação do setor automotivo sempre cria impacto direto na produção do aço. As usinas daqui têm capacidade para absorver a alta da demanda porque operam abaixo da capacidade, e isso é positivo para toda a cadeia produtiva".

No ano passado a utilização média da capacidade foi 53%.

Apenas em julho, período de registro de recorde histórico nas exportações de veículos — foram exportadas, de janeiro a julho, 439 mil 586 unidades, alta de 55,3% no comparativo com o acumulado do ano passado —, as siderúrgicas produziram 2 milhões 832 mil toneladas de aço. A produção daquele mês, por exemplo, foi maior do que todo o volume beneficiado na Argentina, segundo maior mercado de veículos da América do Sul, nos sete meses do ano, 2 milhões 477 mil toneladas.

No mês passado, a produção global de aço foi de 143,2 milhões de toneladas, ante 134,8 milhões de toneladas no mesmo mês de 2016. A China segue como o maior produtor do mundo: suas usinas produziram 491 milhões 553 mil toneladas nos sete meses deste ano, volume 5,1% maior do que o verificado no mesmo período no ano passado. Os Estados Unidos, segundo maior produtor, fechou o período janeiro-julho com 47 milhões 748 mil toneladas, alta 2,1%.

O Japão, terceiro, observou leve queda na produção, 60 milhões 913 mil toneladas, volume 0,2% menor do que o registrado em 2016, a Índia, em quarto lugar, produziu 58 milhões 17 mil toneladas, 5,4% a mais, e a Coreia do Sul beneficiou 40 milhões 868 mil toneladas, 3,5% a menos.

Fonte: Boletim AutoData – Insumo