SINCODIV/SE - Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veîculos do Estado de Sergipe.

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Jul 14 2017

Vendas de veículos registram primeiro semestre em alta

  •  Sexta, 14 de Julho de 2017.

As vendas de carros (automóveis e comerciais leves) cresceram 4,25% nos seis primeiros meses do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados na semana passada. É a primeira vez que o setor registra um semestre de expansão de vendas desde 2013. Para o presidente da entidade, Alarico0 Assumpção Júnior, os juros mais baixos e a redução da taxa de inflação contribuíram para reverter as retrações que vinham se acumulando ao longo dos últimos quatro anos.

“Se nós voltarmos 40 dias atrás, o índice de confiança no consumidor cresceu muito fortemente; a taxa Selic caiu, está em 10,25%, com tendência ainda de queda; e a inflação, que saiu de um patamar acima dos 10%, está abaixo da meta de 4,5%. Isso alavancou, ainda que em um patamar baixo, esse crescimento no primeiro semestre”, avaliou o presidente da Fenabrave.

No mês passado, foram emplacadas 189.229 mil unidades, contra 190.122 em maio. De acordo com a Fenabrave, o segmento de automóveis e comerciais leves deve dar fôlego ao setor em 2017. As projeções da entidade apontam para um avanço de 4,3%. Se consideradas as outras categorias (como ônibus, caminhões e motos), a expectativa é de queda, de 1,6%. As vendas de caminhões, por exemplo, recuaram 15,6% nos seis primeiros meses do ano, com 21.461 emplacadas.

Também houve recuo (7,25%) nas vendas de ônibus. Juntas, essas categorias apresentaram piora de 13,8% na comercialização de modelos. O índice de aprovação de financiamentos dos bancos ainda se mantém baixo e justifica, pelo menos em parte, os números que permanecem em patamares negativos. Segundo Assumpção, a confiança das instituições de crédito ainda não foi retomada com vigor e, mesmo com a redução da taxa Selic, a modalidade segue patinando.

“Os bancos têm um critério, por legítima defesa deles, com relação a quem tá fornecendo crédito. E essa dependência (de credito) do nosso setor é muito forte. Eu diria, basicamente, que, de cada 10 veículos que precisam ser colocados no mercado, você tem uma dependência de 60% ou mais do financiamento. O que ocorre é que nós não temos ainda uma lei de retomada do bem. De cada 10 fichas encaminhadas pra vender um veiculo, sete são recusadas”, disse Assumpção.

As vendas de veículos usados, em todas as categorias (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), caíram 4,82% em junho, na comparação com maio. No entanto há uma alta expressiva em junho (9,82%) com relação a junho de 2016. Os emplacamentos também cresceram 8,6% no acumulado entre janeiro e junho de 2017, ante o mesmo período de 2016.

As concessionárias (cerca de 7,2 mil existentes em todo o País), de acordo com o presidente da Fenabrave, pararam de fechar as portas, movimento que atormentou o setor ao longo do ano passado. “Nós tivemos estabilização nesse primeiro semestre de 2017, de maneira muito positiva. Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia”, concluiu Assumpção.

A Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos, está mais otimista com o mercado em 2017. Novas projeções divulgadas na semana passada estimam crescimento de 4,3% na venda de automóveis e comerciais leves neste ano em relação a 2016, para 2,071 milhões de unidades, ante a expectativa anterior, de janeiro, de expansão de 2,4%.

Por outro lado, a associação está mais pessimista em relação aos caminhões e ônibus. A nova estimativa aponta queda de 10,2% na venda dos dois segmentos, para 57,4 mil unidades. A projeção anterior, divulgada em janeiro, era de avanço de 3,15%.

Se for considerado só o mercado de caminhões, a nova previsão é de recuo de 11,5%, para 44,5 mil unidades. No caso dos ônibus, a retração deve ser de 5,5%, para 12,8 mil unidades. Na soma de todos os segmentos - automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus -, a Fenabrave espera expansão de 3,85% em 2017 ante 2016, com a venda de 2,129 milhões de unidades. As estimativas anteriores, também somadas, representavam avanço mais tímido, de 2,42%.

Fonte: Jornal do Comércio (Porto Alegre) – JC Logística