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Mai 08 2017

Híbridos receberão incentivos do governo via Rota 2030

  •  Segunda, 08 de Maio de 2017.

 A nova política industrial para o setor automotivo, que vai substituir o Inovar Auto e é chamada de Rota 2030, está sendo desenhada de forma a garantir incentivos fiscais às empresas que apostarem na produção de motorização elétrica ou híbrida, segundo Marcos Pereira, ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, MDIC. Os benefícios, no entanto, podem não contemplar todos os elos da cadeia automotiva. O ministro classificou como "difícil" uma desoneração para o segmento de autopeças.

O governo vai incluir no Programa, que tem até o dia 31 de maio para ser apresentado ao setor, medidas que beneficiam projetos de veículos eletrificados. O ministro disse, durante evento de lançamento de novo motor da Ford, na sexta-feira, 5, em São Paulo, que os incentivos irão contemplar produção de motores sem distinção de tamanho volumétrico:

"A ideia é incentivar a produção de veículos elétricos e híbridos aqui. A redução de impostos, sobretudo o IPI, hoje está baseada na potência do motor, no tipo de combustível que ele utiliza. O foco agora é na eficiência energética, não importa o tamanho volumétrico do motor. Vamos universalizar".

O segmento de autopeças, que inclusive é descrito na apresentação do Rota 2030 como um dos setores-chave da nova política industrial, não deverá passar pelo mesmo caminho dos incentivos às fabricantes responsáveis pela manufatura de veículos. Para o ministro, o governo desconsidera qualquer tipo de incentivo fiscal às autopeças: "Desoneração hoje em dia é uma palavra difícil. Não é impossível, mas para esta nova política, a grande chance é de que não haja nada neste sentido para o setor de autopeças".

Marcos Pereira atribuiu aos governos anteriores a queda na competitividade das autopeças,e disse que são necessárias reformas para que o setor atinja os níveis de competição desejáveis no contexto da nova política industrial: "Autopeças se tornaram pouco competitivas ao longo dos anos por causa de uma série de burocracias. As medidas de taxação que foram implementadas e de regras pouco previsíveis adotadas pelo governo dos últimos treze anos. Agora a nossa ideia é modernizar, reformar, facilitar para melhorar o ambiente de negócios".

INOVAR AUTO - O ministro Marcos Pereira, do MDIC, explicou que no novo documento gesta-do em Brasília estarão presentes "as coisas boas" do Inovar Auto, programa de política industrial que se encerra em dezembro deste ano: "A nacionalização é algo que, com certeza, será mantida na nova política. Foi nosso maior ganho nos últimos anos poder trazer ao País tecnologia de ponta".

Sobre o julgamento pelo qual o País passa junto a Organização Mundial do Comércio, OMC, que considerou o Inovar Auto uma ferramenta protecionista, o ministro acredita que o Brasil não sofrerá sanções da entidade: "O Brasil foi condenado, mas cabe recurso. A expectativa, segundo o Itamaraty, é de que dificilmente haverá uma mudança na apelação e os julgadores deverão manter o País dentro da entidade".

Fonte: Boletim Autodata - Política Industrial