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Fev 23 2017

Nissan abre segundo turno e contrata 600 funcionários

  •  Quinta, 23 de Fevereiro de 2017.

Na contramão do que vêm fazendo outras montadoras, a Nissan vai contratar, até agosto, 600 funcionários e abrir um segundo turno na fábrica de Resende (RJ). O presidente da empresa no Brasil, François Dossa disse que a empresa fará investimento de R$ 200 milhões para a produção do utilitário esportivo Kicks. Outros R$ 500 milhões já foram investidos em 2016.

O modelo atualmente é importado do México e a versão nacional será lançada em meados do ano. Dossa afirmou que, apesar da crise, os investimentos estão sendo mantidos pela montadora, que tem visão de longo prazo. "O Brasil já foi o quarto mercado mundial, hoje é o décimo, mas acreditamos numa recuperação. Em 2021, deve voltar para a sexta ou quinta posição", disse ele em evento de apresentação do projeto Time Nissan 2.0, de apoio a atletas brasileiros no Rio.

Já a fábrica da BMW em Araquari (SC) recebeu pedido de mais 2 mil unidades do utilitário X1 para venda nos EUA. O contrato anterior, de 10 mil unidades, terminaria em abril.

Com isso, a empresa prorrogou até dezembro os contratos temporários de 166 funcionários. No ano passado, quando anunciou o contrato de exportação, foram contratadas 300 pessoas, mas parte delas deixou a empresa em dezembro. Agora emprega 866 trabalhadores.

A marca é a única no Brasil que exporta carros para os EUA. A fábrica de Santa Catarina produz também os modelos Série 3, X3 e X4 para o mercado brasileiro. A produção do Mini Countryman e do Série 1 foram descontinuadas em 2016.

Dossa, da Nissan, disse que "talvez o Brasil nunca tivesse vivido uma crise tão forte, mas há elementos que mostram que a retomada não está tão longe". Ele citou a queda da inflação e dos juros. O otimismo, no entanto, é para 2018. "Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer em torno de 1%, mas, em 2018, estimamos que o crescimento seja mais relevante, em torno de 3%."

A fábrica de Resende, inaugurada em 2014, passará a ter 2,1 mil funcionários.

Fonte: O Estado de S. Paulo - Economia