SINCODIV/SE - Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veîculos do Estado de Sergipe.

NotíciasSaiba tudo que acontece no setor.



Fev 08 2017

Produção de veículos cresce 17% em janeiro

  •  Quarta, 08 de Fevereiro de 2017.

 Apesar da queda de vendas registrada no mês passado, as montadoras brasileiras ampliaram a produção em 17,1% na comparação com janeiro de 2016, para 174,1 mil veículos. Crescimento na comparação anual em meses de janeiro não ocorria desde 2013. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o resultado mostra que as empresas estão se preparando para um aumento de demanda.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, explica que as montadoras definem o ritmo de produção com base em pedidos feitos pelos concessionários, que normalmente levam em média três meses para se traduzirem em vendas efetivas.

As exportações também ajudaram no estímulo à produção ao registrar crescimento de 56% no mesmo comparativo, somando 37,2 mil unidades.

Megale ressalta ainda a estabilidade no emprego em janeiro na comparação com dezembro, com cortes de apenas 53 postos, considerados "rotatividade normal". No ano passado o setor fechou 8,5 mil vagas e ainda mantém 1.672 funcionários em lay-off (contratos suspensos) e 8.679 no Programa Seguro Emprego (antigo PPE, que reduz jornada e salários).

As vendas de 147,2 mil veículos no mês passado foram 5,2% inferiores na comparação anual, resultado considerado "não satisfatório" pela Anfavea, que esperava dados positivos em relação ao fraco desempenho de janeiro de 2016. Os piores dados vieram dos segmentos de caminhões e ônibus, que caíram respectivamente 33,3% e 51,2% ante um ano atrás.

"De qualquer forma o índice geral de queda nas vendas vem diminuindo e esperamos estabilização ainda neste trimestre e números positivos no fechamento do ano", diz Megale.

A Anfavea projeta 4% de alta nas vendas em relação a 2016, que fechou com 2 milhões de veículos, o menor volume em dez anos. Para a produção é esperada alta de 11,9% ante as 2,15 milhões de unidades do ano passado, pior resultado desde 2004.

A entidade conta com a redução dos juros, melhora no nível de confiança dos consumidores e até mesmo com a liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que deve injetar até R$ 40 bilhões na economia ao longo do ano.

Em relação a dezembro, os três indicadores (vendas, exportações e produção) foram negativos, por se tratar de um mês tradicionalmente forte para o setor, enquanto janeiro e fevereiro são os mais fracos.
Exportação. Diante do baixo desempenho interno, as montadoras retomaram ações de busca por mercados externos, deixadas de lado nos anos de bonança no mercado doméstico. O objetivo é reconquistar clientes na América do Sul perdidos principalmente para produtos da Coreia do Sul e da China.

Além da estabilidade cambial, o setor aposta na melhora tecnológica dos veículos que passaram a ser produzidos no Brasil e na competitividade de custos que podem obter após as reformas prometidas pelo governo, como a trabalhista e a tributária.

Há problemas, contudo, nas negociações de acordos com alguns países, como o Equador, que exige do governo brasileiro como contrapartida a importação de suas bananas.

Embora aguarde dados mais concretos sobre os planos do novo presidente dos EUA, Donald Trump, Megale adianta que, se de fato houver restrição para as importações de veículos do México, é possível uma contrapartida por parte dos mexicanos de não importar carros americanos, principalmente modelos seminovos. "Poderá ser uma oportunidade para nossa indústria." Hoje o México é o segundo maior cliente das montadoras brasileiras, atrás da Argentina.

Fonte: O Estado de S. Paulo - Economia