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Jan 24 2017

Montadoras projetam carros que podem ser usados na hora de fazer pagamentos

  •  Terça, 24 de Janeiro de 2017.

Se pagar com dinheiro físico é coisa do passado, as carteiras digitais prometem ser o futuro, quando até o seu carro poderá ser usado para pagar, por exemplo, o combustível. Os pagamentos a bordo, há tempos apenas um devaneio dos setores de pesquisa, agora estão prontos para chegar ao mundo real.

Na feira de tecnologia CES no início do mês, a Honda exibiu um protótipo que permite pagar o estacionamento ou o combustível sem usar cartão de crédito. General Motors e Kia poderão oferecer um recurso similar ainda este ano. E, em dezembro, a Volkswagen comprou a PayByPhone, uma provedora de pagamentos móveis de parquímetros.

Inicialmente, essa tecnologia será limitada a itens como pedágios e drive-thrus de redes de fast food. Com o avanço dos carros autônomos, as montadoras preveem que os veículos farão as vezes de hubs de comércio eletrônico, nos quais será possível comprar roupas e alimentos para pegá-los, depois, na calçada, a caminho de casa.

‘É CONVENIÊNCIA, COMO O UBER’

— As fabricantes de veículos estão em diferentes estágios de preparação, mas todas vêm trabalhando nisso — disse Jim McCarthy, chefe global de inovação e parcerias estratégicas da Visa, que se une à Mastercard na corrida para disponibilizar recursos de pagamentos para as fabricantes de veículos. — Isto é conveniência, é como o Uber.

As montadoras estimam que as carteiras digitais se popularizarão quando o número de automóveis conectados — com tecnologia de satélite, celular, Wi-Fi ou Bluetooth — se expandir. Este ano, o número de carros com conectividade de celular chegará a 65,7 milhões, contra 40,4 milhões em 2016, segundo a empresa de pesquisa Gartner.

A infraestrutura de parquímetros, bombas de combustíveis e restaurantes pode demorar um tempo para se adaptar. Os parquímetros devem estar entre os primeiros a aceitar pagamentos on-line, mas, normalmente, a atualização dos postos de combustíveis é mais cara e mais lenta.

O maior obstáculo será convencer os consumidores a adotarem a tecnologia, considerando que os aplicativos de pagamentos pelo telefone já têm a liderança, disse Chetan Sharma, analista independente de conexões sem fio.

Fonte: O Globo - Economia