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Out 27 2016

Venda de acessórios para automóveis sustenta a alta das franquias no 3º tri

  •  Quinta, 27 de Outubro de 2016.

Enquanto a venda de automóveis comerciais leves e outros veículos sentiram queda de 20% em setembro, na comparação anual, as franquias do segmento de serviços automotivos comemoram o oposto: 20% de crescimento entre os meses de julho e setembro deste ano, na mesma base de comparação.

De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), este é o segmento que mais avançou no período analisado, seguido pelas franquias ligadas a Esporte, Saúde, Beleza e Lazer (13%) e Vestuário (12%), além de Comunicação Informática e Eletrônicos. Exemplo desse momento vive a Zip Lube, franquia especializada em venda de acessórios e serviços automotivos, onde a crise não chegou.

Com três anos de atuação, a rede apresenta um crescimento anual superior a 100% em número de lojas. "A expansão na capital paulista é um passo muito importante para a empresa, após consolidarmos a presença no interior de São Paulo, segundo maior mercado consumidor do Brasil, e de investirmos em regiões estratégicas como Centro-Oeste e Nordeste", explica o gerente executivo da Zip Lube, Lucio Guedes. Em 2016 foram 20 inaugurações somente no Estado de São Paulo, sendo oito na capital, sete na região metropolitana, quatro no interior e uma no litoral. Atualmente, a companhia possui 50 lojas espalhadas pelo País.

A conversão de lojas comuns na bandeira da empresa também tem rendido bons negócios à Zip Lube, pois é uma estratégia que tem alavancado o tíquete médio das revendas de produtos e serviços em ao menos 20%. "O cenário atual é muito favorável para investimentos em serviços de troca de óleo e queremos apresentar a esse mercado os benefícios de converter as oficinas em lojas Zip Lube. Em alguns casos, a melhor opção mesmo é repaginar a revenda ao invés de começar do zero", explica.

Mercado como um todo

Com um faturamento estimado em R$ 38,8 bilhões, o setor de franchising como um todo viu avanço de 8,8% no terceiro trimestre, frente ao mesmo período do ano passado. "Os crescimentos foram possíveis graças aos investimentos realizados pelas marcas em processos e gestão. Houve um foco muito grande em resultados, atrair o consumidor seja com promoções ou fidelização, principalmente durante o período de redução do consumo", analisa o vice-presidente da ABF, Altino Cristofoletti.

Considerando os meses de janeiro a setembro de 2016, o franchising brasileiro registra uma alta de 7,9% em relação aos primeiros nove meses de 2015, o que leva o setor a superar, ainda no terceiro trimestre, a projeção de crescimento anual, que segundo a presidente da ABF, Cristina Franco, continua entre 6 e 8%. "Apesar dos bons números deste último trimestre, decidimos manter a estimativa inicial. Mas, os números mostram que devemos ficar acima disso, já que o último trimestre é tradicionalmente positivo para o varejo". A projeção é de que o setor fature mais de R$ 150 bilhões neste ano, frente os R$ 139,5 bilhões faturados em 2015.

Unidades

Mesmo com a dificuldade econômica, o franchising viu o número de unidades franqueadas crescer 7,2% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na mesma comparação, a quantidade de lojas que encerraram operações nos últimos três meses foi de 1,4% do total. Atualmente, a ABF estima que 143,5 mil operações ligadas ao setor de franquias estejam em operação pelo País, em número que deve superar 152 mil lojas até o fim deste ano.

"Com os formatos de operação mais enxutos lançados por várias marcas, conseguimos adentrar em cidades de até 30 mil habitantes e manter o ritmo de expansão. É relevante que as redes estejam cada dia mais alinhadas com o desejo do consumidor". diz Cristofoletti. Ele lembra, no entanto, que a triagem para se tornar um franqueado ficou mais rígida durante o período de instabilidade econômica, quando o número de interessados, de acordo com ele, aumentou por conta da alta nos níveis de desemprego. A ABF, inclusive, apoia a flexibilização da lei trabalhista, que de acordo com a entidade, promoveria a geração de mais empregos e renda.

Fonte: DCI - NEGÓCIOS - São Paulo