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Ago 30 2016

Presidente da GM do Brasil vai assumir área global de veículos compartilhados

  •  Terça, 30 de Agosto de 2016.

O executivo colombiano Santiago Chamorro está deixando a presidência da General Motors no Brasil depois de três anos à frente das operações para assumir a área global de experiência do consumidor, responsável pelos novos usos para os automóveis. Entre os segmentos que Chamorro vai comandar estão a estratégia de carros autônomos, o serviço de veículos compartilhados e a parceria da GM com o app de caronas Lyft.

Citando a presidente global da marca, Mary Barra, Chamorro afirma que os novos modelos de uso de automóveis - em que parte dos consumidores deixará de ser proprietária de um veículo para pagar por seu uso - deverá trazer mais mudanças ao setor automotivo nos próximos cinco anos do que nas últimas cinco décadas. "O que percebemos é que a adoção dessas novas formas de uso está sendo muito rápida, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil", disse o executivo nesta segunda-feira (29), em entrevista ao Estado.

Chamorro, que será substituído no Brasil por Carlos Zarlenga (ex-diretor financeiro da GM para a América do Sul) a partir da próxima quinta-feira, afirma que os testes feitos com a plataforma Maven - que permite o aluguel de carros da montadora - foram muito bem aceitos no Brasil. O projeto piloto de aluguel de frota, que começou na fábrica da marca em São Caetano do Sul (SP), já foi expandido para as demais unidades GM no Brasil e agora passará a ser adotado em condomínios e cidades (o piloto será em São Caetano).


Em São Caetano do Sul, a experiência na fábrica mostrou que o veículo compartilhado tem um período de uso muito maior do que os de propriedade particular. "Conseguimos aumentar para 30% o tempo de uso dos carros, consideradas as 24 horas do dia", explicou Chamorro. "A porcentagem de uso de um veículo de uma família varia de 5% a 7%. No restante do tempo, o automóvel fica parado na garagem de casa ou do trabalho."
Mercado

Quanto ao mercado brasileiro, o executivo disse que espera uma recuperação mais consistente assim que as reformas estruturais - trabalhista, previdenciária e tributária, por exemplo - começarem a sair do papel. De qualquer forma, a GM já trabalha com um mercado de 2,4 milhões de veículos para 2017, contra 2,15 milhões para este ano. "Acho que passamos o fundo do poço, em maio e junho. Julho já melhorou um pouco e agosto está indo conforme o planejado."

Ainda assim, o mercado brasileiro está longe dos recordes registrados em 2012 e 2013, quando foram vendidas, respectivamente, 3,5 milhões e 3,8 milhões de unidades. Ou seja: mesmo que haja a recuperação esperada para o ano que vem, as vendas ainda estarão cerca de 40% abaixo do recorde. Em relação ao ano de 2015, que já foi ruim, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) trabalha com uma queda de 20% neste ano.

Fonte: O Estado de S. Paulo - Economia