SINCODIV/SE - Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veîculos do Estado de Sergipe.

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Ago 26 2016

Preço e pouca estrutura travam veículos verdes

  •  Sexta, 26 de Agosto de 2016.

Carros híbridos e elétricos representam 5% da frota global, número que tende a crescer por meio de incentivos fiscais e exigências legais. No Brasil, somente 846 veículos com essas tecnologias foram emplacados em 2015, o que representa 0,04% do total de vendas no período.

“Os preços elevados distanciam esses veículos do grande público, e eles oferecem vantagens como a maior durabilidade”, diz Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

A redução de valores não está ligada somente a impostos menores: é preciso ter baterias que permitam maior autonomia e infraestrutura para recarga rápida, pontos que tornariam mais atraentes os carros sem fumaça.

“O único consenso que temos é que a eletricidade será a forma de propulsão do futuro, mas qual país conseguiu implementar essa tecnologia
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de forma massificada? Há avanços, mas não na velocidade que se previa”, diz Antonio Megale, presidente da Anfavea (associação nacional que representa os fabricantes de veículos).

Para a ABVE, o interesse irá aumentar quando os consumidores começarem a conhecer benefícios que vão além dos ganhos ambientais.

Pelos cálculos da entidade, o quilômetro rodado com um veículo elétrico custa R$ 0,05, cerca de quatro vezes menos que o gasto com um compacto 1.0 abastecido com etanol (R$ 0,19/km). Plugar o carro na tomada por oito horas gera um gasto equivalente ao de um ar-condicionado de 9.000 BTUs.

A maior quantidade de elétricos nas ruas também não seria um problema, segundo dados da CPFL. A empresa calcula que, se a frota de carros desse tipo chegar a 10% do total em 2013, o processo de recarga representará um aumento de 1,6% na demanda por energia.

Fonte: Folha de S. Paulo - Seminário Folha