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Jul 29 2016

Direção elétrica é estratégica para thyssenkrupp

  •  Sexta, 29 de Julho de 2016.

A busca das montadoras por maior eficiência energética de seus veículos nacionais ganhará um importante aliado em breve. A divisão Steering da thyssenkrupp — com letra minúscula mesmo, novo logotipo mundial do grupo alemão — prepara a nacionalização de sistema de assistência elétrica de direção, que não rouba potência do motor e, portanto, contribui na redução do consumo.

Sistema de direção com assistência elétrica já são comuns em automóveis de segmentos superiores e começa a ganhar espaço em modelos nacionais mais baratos. Nesta semana, por exemplo, a General Motors apresentou a linha 2017 de Onix e Prisma com todas as versões equipadas com direção elétrica.

Daniel Alves Rosa, CEO da divisão Steering, não revela todo o planejamento da thyssenkrupp para nacionalizar a tecnologia que hoje importa da Alemanha.

O executivo, contudo, assegura que a fábrica da empresa em São José dos Pinhais, PR, já é responsável por sistema de direção é estará produzindo o novo componente a partir de 2018.

"O índice de nacionalização crescerá de acordo com a competitividade que obtivermos aqui, talvez em duas ou três etapas, com a montagem em um primeiro momento. Mas acredito que dê para nacionalizar quase tudo", arrisca o executivo, que não descarta nem mesmo ter a central eletrônica do sistema produzida localmente.

Até lá a empresa seguirá importando o sistema da Alemanha. Porém, o conglomerado alemão, que faturou globalmente € 43 bilhões em 2015, fabrica direção elétrica também na França, China, Hungria e México.

Assim, exportações a partir do Brasil — a única base produtiva da empresa na América do Sul — devem ter campo restrito. "A ideia é atender inicialmente o mercado interno e alguns sul-americanos, por exemplo, a Colômbia, que tem demonstrado importante evolução. E, claro, observamos de perto a Argentina."

Com um total de seis fábricas aqui - cinco em São Paulo e Minas Gerais —, a divisão automotiva da Thyssenkrupp produz ainda feixe de molas, molas helicoidais, barras estabilizadoras e vira-brequins, eixo de comando de válvulas, dentre outros componentes, para clientes como FCA, General Motors, Volkswagen e Renault.

O grupo, que no Brasil dispõe de diversas divisões e perto de 12 mil funcionários em treze plantas industriais, faturou R$ 9,9 bilhões no ano passado e encaminha programa de investimento de R$ 2 bilhões de 2015 a 2020.

Rosa não disseca o valor, mas a divisão automotiva absorve boa parcela do plano de investimento com abertura da fábrica de componentes de alta tecnologia em Poços de Caldas, MG, e modernização das linhas a fábrica de Campo Limpo, SP.

O recente quadro econômico do País não alterou os planos da empresa, assegura Rosa. "O mercado brasileiro é muito grande, está sempre entre os maiores do mundo em várias áreas e, além disso, temos de estar junto de nossos clientes", diz o executivo, que recorda que a fábrica paranaense surgiu exatamente em função da construção da planta da Volkswagen-Audi na mesma cidade, na década de 90.

Fonte: Boletim Autodata - Fornecedor