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Jul 04 2016

Produção pode melhorar no próximo semestre, mas recuperação sé em 2017

  •  Segunda, 04 de Julho de 2016.

De acordo com o levantamento divulgado pelo IBGE, a atividade industrial registrou uma retração de 9,8% entre janeiro e maio deste ano em comparação com o mesmo intervalo de 2015.

Depois de um primeiro semestre de atividade industrial fraca, especialistas acreditam que alguns setores terão melhor desempenho ao longo dos próximos meses. Mas recuperação de fato só em 2017.

"Parece que já atingimos o fundo do poço, então no segundo semestre já deve haver alguma mudança. Não falo de recuperação forte, mas leves altas e o término da oscilação para níveis negativos", comenta o economista da XP Investimentos, Gustavo Cruz.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada na sexta-feira passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade industrial brasileira ficou estagnada em maio ante abril, depois de dois meses de leve alta. Em relação a maio de 2015 o índice geral caiu 7,8%. Entre janeiro e maio, a produção foi 9,8% menor sobre igual intervalo do ano passado.

Dos 26 ramos analisados em maio pelo IBGE, 21 tiveram recuo e cinco, alta (celulose e papel, bebidas, alimentos, farmacêuticos e perfumaria e limpeza).

Segundo gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, já é possível observar uma diferença de comportamento na indústria. "Até o fim do ano passado havia uma tendência negativa constante que foi se alterando ao longo desse semestre", diz.

Para o segundo semestre, os bens de consumo devem continuar colaborando positivamente, num período tipicamente melhor para a economia - devido às festas de final de ano e ao 13º salário.

"É um momento em que a economia aquece porque as pessoas consomem mais. Já esse período de meio de ano é mais lento, o que colabora com as quedas", observa o professor de economia do Insper, Otto Nogami.

Ele também estima um aumento na produção de papel, papelão, embalagens e materiais plásticos nos próximos meses. Apesar disso, o professor afirma que ainda é difícil fazer previsões concretas de retomada do crescimento da atividade industrial por conta da indefinição do cenário político do Brasil, sujeito à "reviravoltas". "Muitas dúvidas ainda pairam no ar nesse aspecto, afetando diretamente a confiança do consumidor e do empresário", comenta.

Do lado negativo, montadoras de veículos e fabricantes de bens de capital (máquinas e equipamentos) podem demorar mais tempo para mostrar recuperação, avalia o economista da XP Investimentos.

Na visão dos especialistas, o índice de atividade industrial de junho ainda será negativo "A tendência ainda é de queda. Só veremos movimentos mais positivos nos meses seguintes", aposta Otto Nogami.

Construção Civil

Outro ramo que deve continuar prejudicado por indefinições na cena política é o de construção civil.

Em maio, a fraca atividade acabou influenciando a produção de cimento, que puxou uma queda de 12,4% sobre igual mês do ano passado em minerais não metálicos.

Para o professor do Insper, ainda vai demorar para que o segmento registre índices melhores. "Sem dúvida a recuperação será demorada e depende da retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil. Atualmente temos excesso de obras paradas, então a queda de produtividade é natural", explica.

Ele também aponta os desdobramentos da Operação Lava Jato da Polícia Federal como determinante para a normalização das atividades das empreiteiras no País.

"Ainda não sabemos quais serão os efeitos da operação sobre essas empresas, então tudo pode mudar", acrescenta.

Fonte: DCI - NEGÓCIOS iNDÚSTRIA - São Paulo